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Design para Transformação Cultural

A cultura e os modos de se relacionar em sociedade estão em constante mudança, exigindo movimentos de transformação cultural dentro das organizações. O que antes demorava anos para necessitar de adaptações, atualmente, em meio ao império do imediato, pode acontecer em segundos. Dessa maneira, na mesma velocidade em que ocorrem essas mudanças, surgem as necessidades de adaptação a essa nova realidade. E é justamente nesse momento que o Design entra como ferramenta de inovação. A partir de métodos empáticos, colaborativos e experimentais, o Design é capaz de realizar a transformação cultural de processos complexos em diversos ambientes.

 

Importância da transformação cultural em empresas


Com a revolução tecnológica e o surgimento de tantas inovações, muitos conceitos de relações humanas, desde pessoais até profissionais, foram transformados. Isso impacta diretamente os modelos de negócio das empresas, que necessitam acompanhar essa velocidade de transformação, para não se distanciar das necessidades do mercado.

Tendo em vista essa realidade, são necessárias adaptações constantes para acompanhar a dinâmica dos novos cenários. E, para que o ecossistema da empresa consiga se adequar à essa movimentada rede de mudanças, a transformação cultural é essencial. 

Cultura é sobre pessoas e seus comportamentos, portanto, a conscientização sistêmica é o passo essencial para a eficiência da transformação cultural. A partir de uma reconfiguração de mindset coletiva, a gestão se tornará mais adequada. E assim, com a reconfiguração de comportamento, o aprendizado desenvolvido durante o processo terá capacidade, por si só, de ser repassado constantemente para novos funcionários em uma empresa.


“Tente mover o mundo – o primeiro passo será mover a si mesmo.” – Platão


Por se tratar de uma reconfiguração de mindset, com o objetivo de melhorar a experiência durante qualquer processo, a transformação cultural traz uma mudança comportamental às empresas, garantindo a estratégia de mercado, de maneira respeitosa e adequada para o coletivo. Essa conscientização, irá impactar diretamente, de maneira positiva, a cultura institucional, que ao incorporar a nova realidade cultural, irá criar um fluxo sistêmico benéfico à toda gestão empresarial.

 

Papel do Design no processo de transformação cultural


Em meio a um contexto mundial de crescimento de redes conectadas, o método horizontal e projetual do Design ganha espaço e força para criar soluções inovadoras à complexidade da sociedade. A confiança no processo, por meio de ferramentas criativas do Design, traz a possibilidade de alterar suposições, conclusões e outros fatores a qualquer momento. Trata-se de uma maneira de pensar totalmente adaptável e preparada para resolver problemas complexos, que, por terem alta complexidade e caráter contínuo, podem mudar a qualquer momento.


“Sem um elemento utópico, não será possível construir um mundo diferente e restaria apenas um desejo piedoso e etéreo sem maiores consequências. Sem esse elemento utópico, ainda que residual, não será possível qualquer redução de heteronomia.” – Gui Bonsiepe


Com o Design, é possível criar um plano adequado e personalizado para cada empresa, ele traz consigo a fluidez e a adaptabilidade necessária para a compreensão de problemas específicos, dentre eles a estrutura cultural, e as necessidades do ecossistema a ser analisado. Com isso, a partir de ideação, prototipação, entre outras ferramentas, é possível viabilizar a criação de novos valores e adaptação de realização de uma transformação cultural.

Além disso, com o método projetual com caráter colaborativo do Design, os resultados são extremamente mais duradouros e eficazes. Isso porque, ao incluir a participação direta das pessoas envolvidas na questão, é gerado um alto índice de engajamento que resultam em indivíduos promotores desse movimento dentro da organização 

Ou seja, o Design é o facilitador do processo complexo que é ajustar o mindset de uma empresa em meio a constantes mudanças de mercado e avanços tecnológicos. Ele é o responsável por alinhar as necessidades do ser humano aos valores das organizações. 


“Se você é do tipo de pessoa que acredita no que está ao nosso redor (que é a maioria de nós), então você não mudará suas crenças até que as pessoas ao seu redor também mudem. … Por isso, é tão importante focar em um grupo específico de pessoas, entender suas crenças, engajar-se com empatia, criar novas normas sociais e, então, aos poucos, difundir o novo normal.” – Seth Godin


Então, porque não utilizar o potencial do Design como ferramenta para a adequação de cultura e propostas de melhoria? 

 

A Era da Experiência


No cenário contemporâneo, a materialidade está perdendo espaço. No lugar dela, surge a experiência com foco no ser humano. Isto é, o estudo e planejamento da jornada, para trazer experiências interessantes ao indivíduo, se torna mais importante do que o produto em si.

Tendo em vista essa realidade, empresas que não se adequarem à imprescindibilidade de uma boa experiência, provavelmente, não irão acompanhar o crescimento do mercado.

 

A adaptação por meio do Design


Com a consciência da rapidez das mudanças de valores, culturas, conceitos de mercado, entre outros fatores, o Design surge como facilitador do processo de adaptação.

Por meio da lógica horizontal, que envolve de maneira sistêmica todas as áreas necessárias para a transformação cultural, as ferramentas criativas possibilitam, com eficiência, a compreensão da realidade dentro de uma empresa, criação de novos valores mais adequados ao mercado e processos mais empáticos para a experiência do ser humano. E, enquanto projeta esses resultados, já difunde especificamente a transformação em todas as áreas, para que então, seja aderida a complexa transformação cultural.

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